quinta-feira, julho 28, 2005

Babilônia

teu reino é uma farsa,
seus pilares foram falsamente
firmados na lama.
quem hoje vos elogia e lhe canta loas,
quando caíres,
pisará em sua garganta,
para subir no primeiro barco
que resistir (incólume?)
ao vendaval e à tormenta que nos
castiga.
Nós? Preferimos a água profunda e pura e o afogamento.
A água não tem base, de apoio, de nada.
Preferimos afundar,
a caminhar contigo e com os teus,
que ontem eram nossos...
que amanhã serão destroços.
Troços. Nada.

Prof. Geraldinho
noturno
IMACO

sábado, julho 23, 2005

Corrente

Vamos fazer uma corrente de mentalização:
repitam comigo:
A lama vai chegar na 1212.
A lama vai chegar na 1212.
A lama vai chegar na 1212.
A lama vai chegar na 1212.
A lama vai chegar na 1212.
A lama vai chegar na 1212.
A lama vai chegar na 1212.
A lama vai chegar na 1212.
A lama vai chegar na 1212.
A lama vai chegar na 1212.
A lama vai chegar na 1212.
A lama vai chegar na 1212.
A lama vai chegar na 1212.
A lama vai chegar na 1212.
A lama vai chegar na 1212.
A lama vai chegar na 1212.
A lama vai chegar na 1212.
A lama vai chegar na 1212.
A lama vai chegar na 1212.
A lama vai chegar na 1212.
A lama vai chegar na 1212.
A lama vai chegar na 1212.
A lama vai chegar na 1212.
A lama vai chegar na 1212.
A lama vai chegar na 1212.
A lama vai chegar na 1212.
A lama vai chegar na 1212.
A lama vai chegar na 1212.
A lama vai chegar na 1212.
A lama vai chegar na 1212.
A lama vai chegar na 1212.
A lama vai chegar na 1212.
A lama vai chegar na 1212.
A lama vai chegar na 1212.
A lama vai chegar na 1212.
A lama vai chegar na 1212.
A lama vai chegar na 1212.
A lama vai chegar na 1212.
A lama vai chegar na 1212.
A lama vai chegar na 1212.
A lama vai chegar na 1212.
A lama vai chegar na 1212.
A lama vai chegar na 1212.
A lama vai chegar na 1212.
A lama vai chegar na 1212.
A lama vai chegar na 1212.
A lama vai chegar na 1212.
A lama vai chegar na 1212.
A lama vai chegar na 1212.
A lama vai chegar na 1212.
A lama vai chegar na 1212.
A lama vai chegar na 1212.
A lama vai chegar na 1212.
A lama vai chegar na 1212.
A lama vai chegar na 1212.
A lama vai chegar na 1212.
A lama vai chegar na 1212.
A lama vai chegar na 1212.
A lama vai chegar na 1212.
A lama vai chegar na 1212.
A lama vai chegar na 1212.
A lama vai chegar na 1212.
A lama vai chegar na 1212.
A lama vai chegar na 1212.

Se todos tiverem fé, Pinoquel vai pro brejo...

CORRENTE DEU CERTO!!!!

NOSSA CORRENTE DEU CERTO: A LAMA JÁ CHEGOU NA PBH E AGORA VAI BORRAR O PIMENTEL.

IUUUUPIIIIIIIIIIIIIIIIIIII!!!! A LAMA CHEGOU NA 1212!!! FALTAM A SMED E AS GEREDS...

VAMOS COMEÇAR UMA NOVA CORRENTE DE MENTALIZAÇÃO:
A LAMA VAI CHEGAR NA CARANGOLA....
A LAMA VAI CHEGAR NA CARANGOLA....
A LAMA VAI CHEGAR NA CARANGOLA....
A LAMA VAI CHEGAR NA CARANGOLA....
A LAMA VAI CHEGAR NA CARANGOLA....
A LAMA VAI CHEGAR NA CARANGOLA....
A LAMA VAI CHEGAR NA CARANGOLA....
A LAMA VAI CHEGAR NA CARANGOLA....
A LAMA VAI CHEGAR NA CARANGOLA....
A LAMA VAI CHEGAR NA CARANGOLA....
A LAMA VAI CHEGAR NA CARANGOLA....
A LAMA VAI CHEGAR NA CARANGOLA....
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A LAMA VAI CHEGAR NA CARANGOLA....
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A LAMA VAI CHEGAR NA CARANGOLA....
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A LAMA VAI CHEGAR NA CARANGOLA....
A LAMA VAI CHEGAR NA CARANGOLA....
A LAMA VAI CHEGAR NA CARANGOLA....
A LAMA VAI CHEGAR NA CARANGOLA....
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A LAMA VAI CHEGAR NA CARANGOLA....
A LAMA VAI CHEGAR NA CARANGOLA....
A LAMA VAI CHEGAR NA CARANGOLA....
A LAMA VAI CHEGAR NA CARANGOLA....

terça-feira, maio 24, 2005

Testando

quarta-feira, maio 18, 2005

Bertolt Brecht ... O analfabeto político (Vamos nos relembrar!)

O pior analfabeto
É o analfabeto político.
Ele não ouve, não fala não participa
dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe que o custo de vida,
o preço do feijão, do peixe, da farinha,
do aluguel, do sapato, do remédio
depende das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro
que se orgulha e estufa o peito
dizendo que odeia política.
Não sabe o imbecil
que de sua ignorância política
nascem a prostituta, o menor abandonado,
o assaltante e o pior de todos os bandidos,
que é o político vigarista, pilantra, corrupto
e lacaio das empresas nacionais e
multinacionais.

100% anti-pt

Compensação Divina

Quando Deus fez o mundo, para que os homens prosperassem decidiu dar-lhes
duas
virtudes. Assim,
- Aos Suíços os fez organizados e respeitosos da lei;
- Aos Ingleses, corajosos e estudiosos;
- Aos Japoneses, trabalhadores e disciplinados;
- Aos Italianos, alegres e românticos;
- Aos Franceses, cultos e finos...
Porém, quando chegou a vez dos Brasileiros, disse então ao anjo que
escrevia em
uma planilha: "Estes vão ser inteligentes, honestos e petistas!"
O anjo anotou, mas, logo em seguida, cheio de humildade e de medo, indagou:
"Senhor, a todos os povos do mundo foram dadas duas virtudes, porem, aos
brasileiros, foram dadas três! Isto não os fará soberbos em relação aos
outros
povos da Terra?".
Muito bem observado, anjo bom exclamou Deus. Isto é verdade! Façamos então
uma
correção! De agora em diante, os brasileiros, povo do meu coração, manterão
estas três virtudes, mas nenhum deles poderá utilizar mais de duas
simultaneamente!
Assim, o que for petista e honesto não pode ser inteligente, o que for
petista e
inteligente não pode ser honesto e o que for inteligente e honesto NÃO PODE
SER
PETISTA.
Palavras do Senhor. Graças a Deus!
--

Professoras da Rede Pública Cantam : Asereje /ou Ragatanga

Gente ! Tá hiperlegal apesar de ter sido publicada pelo Charges.com há algum tempo (04/10/2004).
Vale apena conferir esta animação humorística feita pelo Maúrício Ricardo para a globo !
O ideal é que seu micro tenha som - Caso não tenha , cante a música através das legendas!
LinK : http://charges.uol.com.br/vercharge.php?idcharge=1520&modo=som

OBS : Se o link não funcionar, copie-o e cole na barra de endereços do navegador para abrir em uma nova janela

Pedro - Emdo - repassando

terça-feira, maio 17, 2005

As pragas que atacam a Educação

Era uma vez uma floresta exuberante. Era não, é ainda uma floresta muy hermosa, mais conhecida pelo nome de Rede Municipal de Ensino de Belo Horizonte. No seu verdume viceja todo tipo de planta, árvores de todos tamanhos florescem e frutificam exalando um aroma que atrai gente de todo canto da cidade. Nela, seus habitantes ainda vêm saborear os frutos do aprender, do ensinar, do fazer, do pensar... e uma infinidade de cores, tons sabores e sons: doce como mel.
É claro que nem tudo são flores: pragas, insetos peçonhentos e outras mazelas, vez ou outra sempre aparecem, mas logo somem tragados pelo vigor dessa selva. Nos casos mais graves recorre-se a um bom pesticida e resolve-se o problema... será? Foi assim com as pragas sazonais que, ano após ano, nos atacaram. Alguém ainda se lembra do Lumbricos maria luzitanus, Bacilus ceres, Vermis ferrara, vírus Glaura, Bactérius ananias, Entulius Pires, Furúnculus cabral, Celulus de castrus e tantos outros? Vieram, fizeram seu estrago e desapareceram na sua insignificância. Outras vão e vem, ou melhor, vem e vão se metamorfoseando em outras pragas muito piores no corpo da cidade. Continuam por aí nos assombrando, mas isso já é um outro problema.
Apesar de tudo, mesmo cheia de cicatrizes, a floresta se mantém firme, pois em geral, os cernes de suas árvores, salvo algumas, são de lei, e as raízes que sustentam seus troncos são formadas por gente qualificada, temperada na luta e que, dia após dia, dá um duro danado em busca de água e alimento para sustentar essa copa maravilhosa. Por isso, não é qualquer praguinha ou bicho Pimentel,como os que nos afligem agora, que vão destruir essa mata. Falo isso porque as pragas vêm aumentando. Tanto em número como na forma de seus ataques, pior ainda, no seu grau de letalidade.
A praga atual que nos atinge, parece ser de uma cepa rara, ainda não totalmente classificada pelos especialistas. Em seu aspecto exterior é até bonitinha, mas muito arrogante e autoritária (isso para não dizer ordinária em seus achaques). Agora não tem mais época, como antigamente, para ela nos atacar, faça frio ou calor. Só as árvores cochilarem e ela crava o seu ferrão peçonhento em nossos lenhos (será um inseto?). Parece que tem uma preferência por finais de semestre quando o povo arbóreo já está cansado, mas ataca com freqüência também nos finais de semana. Nas segundas-feiras, o povo já chega cismado, olhando meio de soslaio para o quadro de avisos como que já esperando por mais uma má notícia.
Muitas árvores vêm tombando ultimamente, vítimas do mal por ela inoculado. Mas o pior não é isso, algumas das contaminadas ou acovardadas, não necessariamente nessa ordem, talvez por medo ou pelo efeito deletério do veneno, assim que vêem um companheiro disposto a enfrentar a praga, saem cacarejando (árvore cacareja?) pelo matagal: tô fraco, sô fraca, to fraco, sô fraca, to fraco, sô fraca, ela tem razão, ela tem o tacão! Essa cantilena é de amargar, já não basta o zumbido da praga?
Bem, aposto que nessa altura do texto, vocês estão morrendo de curiosidade para saber o nome da dita cuja, melhor dizendo da dita praga. Muitos já devem ter adivinhado. Cientificamente, a coisa está sendo chamada de Pilarius lacerdinha terríficus, popularmente conhecida como Pilar ou Maria do Pelô. Mais adiante vocês entenderão porque.
A etiologia do agente causador da doença ainda é uma incógnita. Vírus? Fungo? Bactéria? Ainda não sabemos. O que se sabe, até o momento, é que essa praga, como tantas outras, pasmem vocês, surgiu em nosso meio!!! Cresceu ao nosso lado sem que nos déssemos conta.
Ainda não se sabe exatamente, se ela é produto de uma mutação ou se é um defeito genético que se surge tardiamente e, alguns indivíduos originários do nosso meio, logo depois que eles são convidados a subir num banquinho. A partir daí, alguns deles passam a ter altos delírios, imaginam ter a estatura da mais alta sequóia, ou mesmo serem mais altos que o cume do monte Everest, quando na realidade deveriam tomar como parâmetro de comparação, um rodapé. Esse mal, que tem atacado muita gente de uns tempos para cá, também é conhecido por gerentíase, ou sendo mais claro, mal dos gerentes, doença que vem afetando boa parte desse setor. É fato porém, que devido suas origens, o combate a essas pragas, não esteja sendo tarefa das mais fáceis. Conhecendo-nos tão bem...
Ao contrário do agente causador de tão grave moléstia, até agora indefinido, seus sintomas são bem evidentes, tal qual a “vassoura de bruxa”, que ataca o cacaueiro, secando os brotos mais viçosos e acabando por matar a planta, o Pilarius lacerdinha terríficus, começa seu ataque pelas partes mais vivas da árvore, seus brotos democráticos, suas flores criativas, seus frutos participativos... Depois, como um cancro, partindo dos ramos mais finos e fracos, vai envolvendo com suas tenazes a autonomia de seus galhos mais fortes, acabando por parti-los. Por fim, da exuberância da antiga árvore, nada mais resta do que um tronco amputado, Um toco seco, feio, igual a um pelourinho. Daí o nome da praga.

O Pelego

O Pelego

Lá vai o pelego,
usando viseira,
morrendo no emprego,
arrastando a coleira.

Vai rindo da gente,
mas de cabeça pra baixo,
o ser subserviente,
da história, o capacho.

De índole servil,
ensina a lição,
que ao peito varonil,
cabe a resignação.

De sujeito a objeto,
empurra, assim, a vida,
no conflito, fica quieto,
não vê mais saída.

Como educa o pelego,
no interior da escola,
com o discurso do medo
e pedindo esmola?

Na sombra,acovardado,
terá,mesmo, sossego,
escondido e coitado,
o velho e pobre pelego?

Redescobrindo a INCLUSÃO!

Colegas,

Topei com esse trabalho, publicado nos cadernos do “CAP(I)ETÁ” que me esclareceu, sobreumanamente, o que é o termo INCLUSÃO no sentido que é empregado pelos quixontescos teóricos em suas ditosas palestras. Porém, diga-se de passagem, postos em prática pelos fieis gestores: os escudeiros da PBH.

INCLUSÃO, o insondável hipérbato.


Quero partir logo, sem devaneios, do seguinte "racio-nico" teórico pustular tuberoso: acho que esse dogma plural da inclusão peca em sua gênese por um aspecto que nos passou desapercebido: INCLUSÃO é, o que chamamos no jargão literário, a “figura de linguagem” HIPER-BATO.

Me explico. Em verdade, essa desinência nominal “ÃO” da palavra, pertence à raiz INCLUSO, no caso, no seu grau aumentativo, prefixada por IN (dentro ou no). Daí, o sentido histórico 'No CLUSÃO'. Decerto que sua forma primitiva é mais coerente e adequada à sua práxis que a forma derivada 'No CLU'(com assento). Melhor seria, como revela alguns lexicógrafos mais realistas, que o termo mais adequado à substância abstrata eufêmica do dito léxico, resultaria na produção de uma palavra ainda menos ambiciosa (porém, mais realizável). "Melhor", dizem eles, "seria dizer INCLUSINHO".

Não é preciso, logicamente, dizer no que deu isso. Contudo, pluralmente é preciso precisar ainda mais.

Por outro lado, dizem outros, mais adequado que se aplicasse a forma mais recente (derivativa de síncope analítica) o termo INCUSINHO, sem o ‘L’, ainda que essa palavra acabe por denunciar, flagorosamente, o estado desses sujeitos realmente comprometidos com a realização dessa “pustopia” e temerosos de um provável revertério prático em sua ousada intervenção pedagógica nas escolas.

Partindo do argumento acima, nos permitimos desenvolver outra construção, que, por derivação analítica, substituímos a locução nominal ESCOLA INCLUSIVA , extremada e excessiva, de certo modo, até abusiva, por uma espécie de composição perifrástica derivativa, ESCOLA INCLUSIVE – outro eufemismo ainda mais suave e adequado. No entanto, o termo possui o inconveniente, diga-se por bem de uma compreensão mais adequada, de ressaltar bastante o caráter leniente do fenômeno, e é, portanto, bem mais adequado à descrição da ação sócio-educacional dos sujeitos que a defendem com “unhas e dentadura postiças”.
Por outro lado, em termos psicológicos, já que a moda torna o pedagógico tão relativisado na presente conjuntura, o uso desmesurado da palavra INCLUSIVA é, segundo o eminente Lexicógo mechiiiocano ARROZIO:

(É)... a expressão apoteótica de um desequilibrado distúrbio megalomaníaco, causado por um surto histórico-hipnótico coletivo, com elevadíssimo grau de fixação e submissão, dada a sua excessiva repetição inconsciente, de manifestação muito comum, cujo sintoma mais evidente é essa repetição autista, um verdadeiro mantra, semelhante ao que fazem na tradição oral e religiosa dos povos ‘xiitara picaso’da tribo Trabalhanavara .” (ARROZIO *)

Esse sintoma, então, podemos dizer de uns 15 anos pra cá, não corresponde à doença em si, mas, segundo alguns autores, é uma tentativa de superação de um grave psiquismo ao qual o paciente prende-se (melhor, senta-se nele) a um EIXO NORTEADOR a fim de permitir e manter um tênue, porém, doloroso contato com a realidade à sua volta.
Outras palavras também aparecem nesse distúrbio de forma recursiva:
ciclo, globalização, neoliberal, Hip-hop, axé, bacalhau...
. Há outras, muito repetitivas, de mesma raiz que "INCLUSIVA", contudo, "anal-fabetizada" por conjugação de acréscimo desinencial prefixada por partícula negacional: excluAdo, excluEdo, excluÍdo , excluÓdo, excluÚdo. E aí por diante que ninguém agüenta mais tanta pataquada.

Concluindo essa delação dissertativa, podemos dizer que:

1) Não se entende e nem se pode entender, em termos de seu desdobramento factual (de fato e na prática) absolutamente nada, nem mesmo rezando nas ininteligíveis Cartilhas Plurais, o que significa esse adjetivo abjeto INCLUSIVA e seu correspondente masculino boiola INCLUSIVO.

2) Tampouco se entende, por contaminação prefeitúrica beagazuda, essa destrambelhada dissertação macarrônica.

Estando, após esse estudo hermenêutico da palavra, ainda mais obscurecido para nós, em ambos os lados dessa análise - o objeto e o nosso olhar - não ouso escrever mais nada (senão em braile na linguagem Libras) pra não estressar ainda mais os segmentos do extrato escolar que já têm uma compreensão bastante obtusa do verbete em questão: afinal, ler braile com mão de gancho não é nada fácil.

By (tchau) Louis Pauling Peutzen Lacochambre

(*) Por(ra) (nenh)uma (de) Esbornia Puralto: uma linguagem polidamente correta. ARROYADO, Miguelito. BH. Editadora Tabajara Pedrada, 1995. P.qp.